A sustentável leveza das tampinhas
17/07/2009 at 10:09 PM 5 comentários

Pode parecer pouco, mas 1,5 grama a menos numa embalagem pode fazer uma tremenda diferença para empresas colossais como a Coca-Cola Brasil. O peso indica a quantidade de resina que a companhia economizará, na terminação de cada garrafa de PET de seus refrigerantes, por meio da adoção de uma nova tampa plástica de rosca, com perfil mais baixo. Aguardada há meses, a alteração desencantou em novembro, na fábrica de Spaipa, de Marília (SP).
Em janeiro, outra franqueada da Coca-Cola, a Guararapes, o Recife, iniciará a utilização da nova tampa. Outras engarrafadoras das bebidas da marca serão gradualmente engolfadas pela iniciativa. O catalisador do projeto é a Xtra-Lok mini, da CSI – Closures Systems International (antiga divisão de embalagens da Alcoa). Trata-se de uma tampa de polipropileno que, por se basear no padrão de rosca PCO 1881, mais enxuto, resulta em desenhos de bocais de garrafas com no mínimo 32% menos material empregado.
Com ela, a garrafa de PET de 600 mililitros dos refrigerantes da Coca-Cola perde 4 milímetros de altura e passa a pesar 26 gramas, contra 28 gramas da garrafa anterior.“Essa operação responsável ainda tem como aspecto positivo a conseqüência natural de trazer economia financeira para a empresa, em um claro sinal de como as iniciativas de sustentabilidade podem ser viáveis do ponto de vista do negócio”, declara José Mauro de Moraes, diretor de meio ambiente da Coca-Cola Brasil. Moraes lembra que, em quase vinte anos, a empresa conseguiu reduzir o peso das suas embalagens de PET em cerca de 17%.
A estimativa é de que até 2012 a redução de 600 mililitros renda material equivalente à produção de 120 milhões de garrafas de 2 litros. Estas últimas, aliás, deverão ser as próximas a migrar para a Xtra-Lok mini.Além de garantir economia de resina PET, a tampa – capaz de ser aplicada em garrafas de até 2,5 litros – tem também outros atrativos. “Ela tem design diferenciado, em forma de coroa, que facilita o manuseio, e liner para suportar altas temperaturas, evitando perda de carbonatação nas exposições ao calor, durante o transporte”, ressalta Gilmar Souza, gerente comercial da CSI.

A exemplo de fábricas da Coca-Cola no Brasil, a AmBev começou a utilizar a tampa de tamanho reduzido para seus refrigerantes, neste caso fornecida pela Ravibrás, fábrica do grupo argentino Ravi em Manaus. Como na situação anterior, a projeção é de que a iniciativa trará expressiva economia no consumo de matéria-prima, especificamente PET das garrafas (das quais a subsidiária brasileira da cervejaria belga Ab-InBev utiliza mais de 1 bilhão de unidades por ano) e polipropileno (PP) das tampas.
A mini-tampa faz parte de um projeto global desenvolvido pela AmBev durante mais de dois anos. Diversos modelos de tampas existentes no mercado foram avaliados e testados, porém a opção foi pelo desenvolvimento de uma nova tecnologia.
Com a nova tampa a parte superior da garrafa, responsável pela maior porção de consumo de plástico na produção do recipiente, tem seu tamanho diminuído. Com perfil mais baixo, o novo modelo tem apenas duas roscas, contra três do anterior, e possibilitou a redução de 3 milímetros em sua altura. Com isso, haverá uma economia de aproximadamente 1,5 grama de PET nas garrafas e 0,2 grama de polipropileno nas tampas. Nas previsões da empresa, em um ano, primeira fase do projeto, serão poupadas cerca de 300 toneladas, somando-se os dois materiais. Além do significado financeiro que propiciará, a iniciativa atende à política de preservação do Sistema de Gestão Ambiental da AmBev.
Fonte: EmbalagemMarca | Embalagem Sustentável
Entry filed under: Design, reciclagem. Tags: Ambev, bebidas, Coca-Cola, reciclagem, Redesign, Sustentabilidade, Tecnologia.
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1.
Ricardo de Almeida | 19/08/2011 às 5:49 PM
Presto suporte técnico especializado em aplicação de tampas plasticas as industrias de bebidas e a dificuldade em abrir a tampa plastica está relacionada a aplicação da mesma , ou seja , os equipamentos são e devem ser recalibrados , caso contrario teremos problemas em abri-las
entre no site http://www.zaniperon,com,br
Ricardo Almeida
Zaniperon Ind.
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2.
William Okano | 17/10/2010 às 12:54 AM
Essa nova tampinha é uma porcaria, só faz machucar o dedo todas as vezes.
3.
Inovação tecnológica « De Gustibus Non Est Disputandum | 19/09/2010 às 7:53 PM
[...] excelente post de um blogueiro que não é de economia mostra que a intenção inicial é diminuir custos. Como sempre, os incentivos de mercado funcionam na direção correta (ainda [...]
4.
Cocaholic | 08/09/2010 às 4:27 PM
Pode ser muito bom para o planeta e bla bla bla, mas é uma tortura para os dedos. A Coca Cola podia aproveitar e lançar um abridor para essas porcarias de tampas, usando o PET economizado, visto que houve redução da área de contato e a tampa desliza entre os dedos e os machuca, caso se faça muita força.
Essa encheção de saco sobre sustentabilidade está criando é desculpas para as empresas ganharem mais, fazendo serviço porco.
5.
Coca-Cola lança 290ml Ultra Design « PACKAHOLIC | 07/08/2009 às 3:33 PM
[...] importante exemplo do esforço de sustentabilidade é a Minitampa, para garrafas PET. Com alturas da tampa e bocal menores que a do padrão, reduz a quantidade da resina derivada de [...]